No embalo do Dia Mundial do Rock, celebrado em 13 de julho, o Jornal O Momento relembra a trajetória do Gato do Beco, banda que marcou época em Céu Azul e levou o rock autoral produzido no município para além das fronteiras do Paraná.
A banda Gato do Beco teve sua origem em 1988, quando Edi Carlos Colleoni, Clóvis Zimermann, Itamar Gonçalves e Nilo Deitos decidiram formar um grupo voltado ao rock autoral.
Antes da definição do nome, diversas sugestões foram discutidas, entre elas “Bichos do Mato”, “Gato do Mato” e “Gatos do Beco”. Depois de muitas conversas e encontros entre os integrantes, prevaleceu a denominação na forma singular Gato do Beco.
Desde as primeiras apresentações que aconteceram no Free Bar Pizzaria do Sergio Reinish e da esposa Irma, a banda apostou em composições próprias. Entre elas estavam Além da Realidade, Tão Bem e Céu Azul. As duas últimas integrariam, alguns anos depois, o álbum Fuga. A canção Céu Azul recebeu pequenas alterações em sua letra e foi lançada com o título Esse Lugar.
Em 1992, o baterista Nilo Deitos deixou a formação, sendo substituído por Leonel Dallastra, que deixava a banda A Gruta para assumir definitivamente a bateria do Gato do Beco.
Entre os dias 31 de agosto e 6 de setembro de 1992, após aproximadamente 40 horas de gravação no estúdio Audisom em Curitiba, a banda concluiu seu primeiro e único álbum, Fuga, composto por dez faixas autorais. O lançamento do disco abriu novas oportunidades e levou o grupo a se mudar para Balneário Camboriú (SC), em 28 de fevereiro de 1993.
A música Bar em Bar ganhou destaque nas emissoras de rádio do litoral catarinense, tornando-se uma das faixas mais executadas da banda na região. O sucesso impulsionou diversas apresentações em Santa Catarina e motivou o grupo a iniciar os preparativos para um segundo álbum. No entanto, o projeto acabou não sendo concluído, encerrando um importante capítulo da trajetória do Gato do Beco, que permanece como uma das bandas de rock da história de Céu Azul.

